Acompanhante no parto traz mais tranquilidade para a mãe
Estudos científicos apontam evidências de que os partos realizados com a presença de um acompanhante trazem grandes benefícios e evitam problemas à saúde da gestante. As mulheres atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) têm o direito de escolher alguém de sua confiança para estar presente na sala de parto e também durante o pós-parto. Esse direito é resultado de uma série de ações do Ministério da Saúde para melhorar a qualidade do atendimento às gestantes e humanizar os partos no país.
A presença de acompanhante no parto e pós-parto nas maternidades do Sistema Único de Saúde (SUS) é garantida pela Lei 11.108, de abril de 2005. Em dezembro do ano passado, uma portaria do Ministério da Saúde regulamentou esse direito.
De acordo com 14 estudos científicos brasileiros e internacionais realizados com mais de cinco mil mulheres, as gestantes que contam com um acompanhante no parto e no pós-parto ficam mais tranquilas e seguras durante o processo. A presença de acompanhante também contribui para a redução do tempo do trabalho de parto e para diminuir o número de cesáreas (partos cirúrgicos).
"Durante o trabalho de parto, é normal a mulher sentir medo e insegurança. Esse medo muitas vezes aumenta a dor das contrações e a experiência do parto torna-se traumática", explica a técnica da Coordenação de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde, Daphne Rattner. "A presença de acompanhante diminui esses obstáculos e transforma o acontecimento em uma experiência positiva e inesquecível", diz.
A permanência de uma outra pessoa junto à mulher no parto e pós-parto contribui ainda para reduzir a possibilidade da paciente sofrer de depressão pós-parto, doença que hoje atinge cerca de 15% de todas as mães do mundo.
Além de oferecer tranquilidade e segurança, o acompanhante pode ajudar a mulher nas tarefas básicas com o bebê no pós-parto, quando a mãe encontra-se em fase de reabilitação.
Vínculo afetivo
Os profissionais da saúde ressaltam mais pontos positivos na presença de um acompanhante para a mãe nos primeiros momentos de vida do bebê. Eles verificaram também que quando o acompanhante é o pai pode ocorrer uma significativa melhora do vínculo afetivo entre o casal. "Ao presenciar o esforço da mulher em dar a luz, seu companheiro passa a admirar e valorizar mais a figura feminina", explica Daphne Rattner. Segundo a técnica do Ministério da Saúde, há um momento no pós-parto em que é estabelecido um vínculo emocional entre mãe e filho e, se o pai participar, isso fortalece os laços entre os membros da família. Daphne afirma que "nos partos cirúrgicos, nos quais raramente é permitida a participação do companheiro, perde-se a chance de viver essa experiência".
A brasiliense Juliana Cristina pôde contar com a presença da avó, Josélia Maria da Conceição, no nascimento da filha, em dezembro do ano passado. "Foi uma grande emoção o nascimento da minha filha e ter a minha avó presente", lembra Juliana. "Minha avó segurou a minha mão o tempo inteiro, durante o parto. Seu apoio foi fundamental", conta.
O sociólogo Luis Eduardo Batista, de 41 anos, não desfrutou da experiência de acompanhar sua esposa durante o parto. Para ele, a presença do pai é importante, pelo apoio que ele pode dar à mãe. "Em uma sociedade em que o pai tem uma participação considerável em todo o processo de formação e educação da criança, é essencial a presença dele também no momento do nascimento de seu bebê", diz. O sociólogo conta que esteve presente em todas as fases da gravidez e do pré-natal da esposa. No entanto, não conseguiu a autorização da equipe médica para assistir ao nascimento do bebê. "Foi muito frustrante aguardar uma noite inteira por notícias sobre a minha mulher e meu filho. Queria muito ter acompanhado o parto", lamenta.
Tecnologia
Com os avanços tecnológicos na medicina, os atendimentos aos partos sofreram mudanças, algumas não positivas. Alguns medicamentos que nem sempre são essenciais para o bem-estar da mãe ou de seu bebê acabam sendo ministrados frequentemente. Segundo Daphne, "as mulheres optam por usar anestésicos e soros que antecipam as contrações e até dão preferência às cesáreas por medo de sofrer as dores do parto". Os profissionais da saúde muitas vezes preferem esses artifícios por facilitar o trabalho e diminuir o tempo de espera para o nascimento. A técnica do Ministério da Saúde chama a atenção de que esse tipo de "comodidade" não significa necessariamente a opção ideal.
Governo promove cursos para humanização e treina parteiras
O Ministério da Saúde promove cursos nas maternidades vinculadas ao SUS para conscientizar os profissionais sobre a necessidade de mudar práticas e humanizar partos. Os seminários de Qualificação na Atenção Obstétrica e Neonatal Humanizados, com Base em Evidências Científicas são criados com o apoio das secretarias estaduais e municipais de Saúde, de organizações profissionais e de organismos internacionais.
Ao todo, funcionários de cerca de 250 maternidades já foram qualificados. Mais encontros acontecerão em diversas regiões brasileiras ainda neste ano. A meta do Ministério da Saúde é qualificar 300 maternidades responsáveis por cerca de 70% dos nascimentos em hospitais públicos no Brasil.
Doulas
O parto normal também é estimulado em cursos para enfermeiras obstetras. Cerca de 1.700 profissionais já receberam qualificação. O ministério também tem investido na qualificação de doulas. São mulheres voluntárias com vasta experiência em ajudar e tranquilizar as gestantes durante o trabalho de parto. O Ministério da Saúde já treinou 350 doulas em 13 cursos.
O ministério também desenvolve o programa "Trabalhando com Parteiras Tradicionais". A iniciativa pretende melhorar a atenção ao parto domiciliar e busca sensibilizar os gestores do SUS e profissionais da saúde para que reconheçam as parteiras como parceiras e desenvolvam ações para apoiar e qualificar o trabalho.
Outra frente de atuação é o incentivo à realização do parto normal, com a efetiva redução das cesarianas desnecessárias. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma taxa de cesariana aceitável está na faixa de 10% a 15%. A medida tem como objetivo principal reduzir as taxas de internações e mortes materna e perinatal (nos períodos antes e depois do parto). Em 2002, uma portaria do ministério definiu para estados e para o Distrito Federal percentuais máximos de cesarianas em relação ao número total de partos realizados.
Todas essas medidas fazem parte do Programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento (PHPN), instituído pelo Ministério da Saúde em 2000, para assegurar acesso e qualidade do acompanhamento ao pré-natal, da assistência ao parto, pós-parto e neonatal.
Fonte: Ministério da Saúde
Pesquisa revela que extrato de canela pode ser um aliado contra o diabetes.
O extrato de canela solúvel em água pode ajudar a reduzir os níveis de glicose e, consequentemente, os riscos de diabetes e ataque cardíaco, segundo recente pesquisa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. De acordo com os autores, esses extratos podem aumentar de 13% a 23% as variedades e os níveis de antioxidantes, o que estaria relacionado à redução dos níveis de açúcar no sangue.
Avaliando 22 pessoas obesas com valores de glicose que os classificavam como pré-diabéticos, os pesquisadores descobriram que aqueles que passaram a tomar 250 mg de extrato de canela solúvel em água duas vezes por dia apresentaram, em 12 semanas, uma melhoria significativa no status de antioxidantes e nos níveis de glicose em relação aos valores iniciais e aos participantes que estavam tomando pílulas sem valor terapêutico.
Apesar de considerarem os resultados promissores, com a possibilidade de uma nova abordagem barata para a prevenção do diabetes, os especialistas destacam que mais estudos são necessários para confirmação e para desvendar os mecanismos envolvidos. "Apenas mais pesquisas nos dirão se o estudo apoia a ideia de que pessoas com sobrepeso ou obesidade, podem reduzir o estresse oxidativo e a glicose no sangue, ao consumir extratos de canela comprovadamente seguros e eficazes", destacaram os autores, em artigo publicado no Journal of the American College of Nutrition.
Comportamento sexual de jovens facilita contaminação por HPV
O grande número de parceiros sexuais, o aumento na frequência das relações e a precoce iniciação sexual são apontados como os principais fatores para o desenvolvimento do câncer de colo de útero, provocado pelo Papilomavirus humano (HPV), de acordo com pesquisa de doutorado em saúde pública realizada na ENSP - Escola Nacional de Saúde Pública - pela ginecologista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Michele Lopes Pedrosa. O estudo indica também que a contaminação pelo HPV geralmente acontece no início da vida sexual, tendo uma taxa de incidência três vezes maior entre jovens de até 19 anos.
O estudo "Lesões precursoras do câncer do colo do útero em adolescentes do município do Rio de Janeiro" foi desenvolvido em três artigos que tiveram como objetivo investigar a distribuição e a dinâmica evolutiva dessas alterações em adolescentes.
Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que, em 90% dos casos, o HPV é o agente responsável pela iniciação do câncer do colo uterino. "Hoje, o Papilomavírus humano é uma das mais frequentes doenças sexualmente transmissíveis (DST). Estima-se que cerca de 30 milhões de novos casos surjam por ano no mundo". No grupo analisado pela pesquisadora, em média, o início da vida sexual ocorreu aos 15 anos, e o número de parceiros, no decorrer da vida sexual, foi de três.
O câncer do colo do útero, segundo Michele, representa uma das principais causas de adoecimento e morte de mulheres no Brasil e no mundo, sobretudo nos países menos desenvolvidos. "A história natural dessa doença segue um curso lento, presumindo-se intervalo de uma década entre a infecção inicial pelo HPV e o surgimento do câncer de colo de útero. Mas percebe-se que elas têm se exposto cada vez mais. Apenas 20% das mulheres afirmam usar preservativos. Com isso, a doença poderá aparecer cada vez mais cedo também" prevê a ginecologista.
Como resultado dessa extensa pesquisa, Michele aponta, como ação fundamental, a inclusão das adolescentes sexualmente ativas no grupo prioritário do programa de prevenção e controle do câncer do colo do útero do Ministério da Saúde. "O acompanhamento das mulheres sexualmente ativas, a detecção precoce das alterações citológicas e o tratamento adequado, a implementação de sistemas de monitoramento do abandono do tratamento e a permissão por uma busca ativa dessas jovens faltosas contribuem para a redução da incidência de doença invasora do colo uterino", concluiu Michele.
Fonte: Informe ESPN
Não é a toa que você tem medo de cair, afinal o problema não é a queda em si, mas todas as complicações que podem surgir em consequência de uma queda: fraturas, longos períodos na cama, infecções e tantas outras coisas. Sabemos que as quedas ocupam o primeiro lugar nas causas de acidentes com pessoas idosas, mesmo as saudáveis. Isso quer dizer que não precisa haver doença, mas apenas o envelhecimento normal do nosso sistema de equilíbrio justifica a tendência para cair. Você tem razão em ter receio, mas vamos conversar um pouco sobre isso e você vai perceber que pode fazer muita coisa para evitar as quedas e viver melhor. Vamos começar então entendendo por que o idoso cai.
Se perguntarmos às pessoas que caem, vamos constatar que mais da metade delas caiu porque sentiu tontura ou desequilíbrio. Com o passar dos anos, nosso organismo vai perdendo naturalmente a capacidade de responder a alguns estímulos essenciais para nosso equilíbrio como, por exemplo, virar rapidamente a cabeça quando ouvimos algum ruído atrás de nós. A essa capacidade, chamamos de reflexo, ou seja: um estímulo (a audição) que desencadeia uma resposta (girar a cabeça). Para que o reflexo aconteça, precisamos de boa qualidade na captação e resposta ao mesmo tempo.
Vamos colocar a situação de uma forma prática. O que é necessário para acender uma luz - o interruptor e a lâmpada. Mas para que a luz seja acesa, não só é preciso que o interruptor funcione e a lâmpada esteja boa, mas que os fios conduzam corretamente a eletricidade, mantendo a corrente para que ela não fique piscando. É isso que acontece com nosso corpo: o interruptor começa falhar, os fios não conduzem o impulso de forma adequada e a lâmpada pisca, o que significa a falência do sistema.
Dependemos essencialmente de nossa visão, do labirinto e da estabilidade de nosso sistema locomotor (articulações e músculos), além da integração perfeita entre todos eles, que é feita pelo sistema nervoso. Com a idade aparecem os problemas de visão (catarata, necessidade de óculos, doenças na retina), articulações (artrose, osteoporose, reumatismo), labirinto (surdez e doenças do equilíbrio), e do nosso sistema nervoso (perdemos a capacidade de conduzir as informações com rapidez e qualidade). O que fazer?
Confira abaixo algumas sugestões do que podemos fazer para driblar essas limitações normais da idade:
Em casa:
- não encere o assoalho; >
- evite tapetes soltos. Prefira os pisos anti-derrapantes;
- instale luzes nos corredores junto ao chão, para andar à noite;
- não deixe fios soltos no chão;
- evite que a casa possua pequenos degraus entre os ambientes;
- não guarde objetos em prateleiras altas. Elevar o pescoço causa uma queda repentina de fluxo sanguíneo e pode provocar tontura;
- se houver escadas, não coloque carpete ou piso liso. Use sempre o corrimão;
- no banheiro, coloque alças de segurança no box ou banheira e junto ao vaso sanitário.
Os cuidados com você:
- procure seu médico para que ele avalie a necessidade de fazer um exame de sua visão, audição, articulações e de seu equilíbrio;
- não use álcool ou medicamentos sem orientação;
- procure seu médico se você está sentindo algum mal-estar após tomar um medicamento que ele receitou;
- use sapatos baixos, confortáveis e de solado que não escorregue;
- pela manhã, permaneça sentado durante alguns instantes antes de ficar em pé;
- não tente limpar lugares altos, onde você precisa de escadas ou degraus.
- mantenha seu corpo em dia. Pratique exercícios (hidroginástica, Tai Chi ou simples caminhadas). Essa é a arma mais poderosa no combate ao desequilíbrio. O exercício fortalece a musculatura, melhora a coordenação e previne as quedas.
Hoje sabemos que mesmo que você não consiga praticar exercícios porque tem receio ou incapacidades, o treinamento específico através de um programa chamado Reabilitação Vestibular é capaz de prevenir futuras quedas, dando-lhe mais segurança. As pesquisas científicas demonstram que mesmo com todas essa limitações, o idoso apresenta melhora importante de seu equilíbrio em 70% dos casos. Converse com seu médico sobre isso e viva melhor.